Sou a Thalita Vitoreli, jornalista, 27 anos. Me casei em 2012 e estou aprendendo a curtir a maravilhosa viagem que é o casamento!
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Maternidade: sobre a necessidade de ter um casal

17ago
Publicado por Blog TôCasada.com

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Quando casamos somos interrogados sobre filhos. Quantos querem ter? Quando vão ter? Preferem menino ou menina? Enfim, uma pressão – muitas vezes involuntária – exercida pela sociedade

Quando estava grávida da minha primeira filha era sempre questionada. Perguntavam se queria mais filhos, se tinha preferência (menino ou menina), se esperaria crescer, quantos anos de diferença, coisas assim. Respondia com paciência: sim, vamos ter mais filhos, não tenho preferência, não quero esperar muito para ter o segundo, e assim por diante.

Também ouvia com carinho cada opinião. “Melhor que os filhos venham já, para crescerem juntos.” “Filhos com pouca diferença de idade não é bom”. “Vai cuidar de dois bebês.” “Cinco anos de diferença é um ótimo tempo”. Eu não me importava com os comentários.

No entanto, confesso que quando compartilhei a segunda gravidez os palpites começaram a me incomodar. Explico: não eram mais palpites! Eram, praticamente, imposições. Não sei dizer, por exemplo, quantas vezes durante os nove meses ouvi de conhecidos e desconhecidos que dois filhos é o ideal. Quando dizia que pensávamos em mais um era duramente criticada. “Nossa, nos dias de hoje… com essa situação, essa crise.” “Tanta violência, tantas doenças diferentes.” “Não, um é pouco, três é demais.. o certo são dois.” Os argumentos eram vários. Eu sempre, gentilmente, concordava. Afinal, a decisão de ter ou não mais filhos cabe somente a mim e meu esposo.

Descobri bem no início da gestação que boa parte das pessoas considera perfeito: dois filhos, uma menina e um menino. Até hoje me impressiono com isso! Era só responder que esperava por um menino e lá vinha o parecer: “Nossa, que sorte! Um casal!” Infinitas vezes ouvi a mesma frase.

Diversas vezes, antes mesmo de dizer o sexo do meu bebê, o sujeito já se adiantava dizendo ser um menino e diante da confirmação comemorava minha sorte grande, como se eu tivesse sido premiada. Fico imaginando o que diriam se eu dissesse: não, é outra menina!

Aqui em casa nunca tivemos preferência. Eu nunca desejei ser mãe de menina ou menino. Amaria igualmente se tivesse dois meninos ou duas meninas. Penso muito sobre isso, porque imagino uma família que desejou um casal e não aconteceu – já que não podemos escolher o sexo de nossos filhos. Esses pais não estão menos felizes! Essas crianças não vão ser menos amadas!

Sei que comentários assim não são feitos por maldade. No entanto, notei que de tanto repeti-los foram transformados em ideal. E padronizar algo que não podemos escolher não é bom. Agora, quando tenho oportunidade de encontrar uma grávida fico atenta para não repetir as mesmas frases que me incomodaram e ainda hoje me faz refletir.

Um abraço,

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